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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

A FALTA QUE VOCÊ FAZ

Sinto falta do sorriso de canto de boca, do brilho no olho, da mão que aquecia a minha, dos sonhos que compartilhava, das teimosias, da mania de ter razão, da falta de compromisso com o tempo, das rabugices, do olhar doce que dizia tanto, das noites de mirar estrelas, dos apelidos carinhosos, das brincadeiras de travesseiros na cama, das ousadias, das horas de delicadeza, dos momentos de brutalidade, da dificuldade de ler os meus escritos, dos gritos por qualquer besteira, do violão que dedilhava nas tardes mornas, das modinhas que cantarolava, da voz rouca com que me brindava.
Sinto falta do que poderia ser.
Só não sinto falta do adeus, da porta batida na saída, do meu olho na vidraça até o sumiço na extrema esquina, da ausência que ainda me perturba e me domina, da saudade que me fere fundo.

Por mais longe que o tempo correu a sua falta no meu peito não morreu...

elza fraga
#ApenasHistória

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